Economia Criativa e a Indústria da Animação

O que é a Economia Criativa e qual o seu impacto no atual contexto do mercado?

De acordo com o Sebrae, Economia Criativa é o conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico. A indústria criativa estimula a geração de renda, cria empregos e produz receitas de exportação, enquanto promove a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. Com os avanços da tecnologia e sua influência na comunicação, têm dado espaço a demandas por profissionais cada vez mais diversificados no mercado de trabalho, possibilitando e agregando valor ainda mais a essa Economia.

Segundo Luciana Guilherme, diretora de Empreendedorismo, Gestão e Inovação da Secretaria de Economia Criativa do MinC, criada no início de 2011, “Com informação e novas tecnologias, tudo se abriu para que as pessoas trabalhassem com essa visão no Brasil”. Recentemente, a situação melhorou muito com o desenvolvimento econômico do país e ressalta que “Poucos têm a riqueza que temos para empreender”.

Atualmente, este é o setor que emprega mais jovens, com os mais altos salários, diz Isabella Prata, fundadora da Escola São Paulo, que concentra seus cursos neste nicho. O próprio mercado cria a necessidade de capacitação para quem quer mergulhar nele. “No setor criativo, se você não tiver três ferramentas de gestão – de pessoas, financeira e de marcas – seu negócio não vai durar muito tempo”, alerta.

Um desses exemplos é o designer de animação, profissional responsável por trabalhar o universo das artes com a animação digital, com conhecimentos necessários para elaboração, criação e implementação de projetos audiovisuais e roteiros de animação. O designer de animação pode atuar em diversas áreas do entretenimento, como cinema, televisão, séries, jogos, internet e publicidade. Uma nova demanda que se abre para esse profissional é o de aplicativos mobile, realizando animação de jogos digitais e softwares.


O processo educacional para a economia criativa deve ter como base uma perspectiva multidisciplinar, que, segundo a extinta Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, deve incorporar abordagens diversas. Entre elas, sensibilidade e técnica; atitudes e posturas empreendedoras; habilidades sociais e de comunicação; compreensão de dinâmicas socioculturais e de mercado; análise política e capacidade de articulação de conhecimentos diversos.

No STEM, também são incorporadas outras abordagens, tais como capacidade de comunicação, trabalho em equipe e incentivo à aprendizagem interdisciplinar, o novo profissional deve ter algumas capacidades que não se aprendem só na escola. Dentro desse contexto, essa tendência educacional pode e deve começar a fazer a diferença no Brasil, levando os educadores a encararem de forma integrada o ensino do STEM e enfatizarem o compartilhamento de conhecimento, a postura perante desafios, a habilidade de identificar perguntas e problemas da vida real, e a capacidade de chegar a conclusões baseadas em fatos e evidências.

Entretanto, ainda existem possibilidades limitadas de desenvolvimento de capacidades criativas e inovadoras em grande parte das instituições de ensino brasileiras. Isso ocorre pelo estímulo insuficiente à interdisciplinaridade e à transversalidade dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes, pelo baixo fomento ao desenvolvimento de aptidões artísticas e críticas, e pelo reduzido investimento em inovação. Caso contrário, permitiria aplicar produtos, serviços, processos, tecnologias, estruturas organizacionais e sistemas de gestão inéditos para beneficiar não somente empresas, mas a sociedade em geral.

Para promover a educação criativa, a incorporação de conteúdos vinculados a competências criativas aos programas educacionais atuais, a congregação de temas próprios dessas competências em projetos já existentes, o incentivo à interação entre escolas profissionalizantes e iniciativas de cunho social, e o incremento de incubadoras e centros de pesquisa de economia criativa seriam fundamentais.


Animação: o que faz?

Este bacharel projeta, desenvolve e produz animações digitais ou analógicas, usando animações digitais ou analógicas, usando técnicas como 2D (bidimensional), 3D (tridimensional) ou stop motion, em que modelos reais são movimentados e fotografados quadro a quadro. Além disso, dá movimento total ou parcial a produções visuais, sejam elas desenhos, fotografias, massa de modelar ou computação gráfica, para filmesdesenhos animadoscurtas-metragenspublicidadegames e aplicativos de celular.

Em estúdio de cinema, produz curtas e longas-metragens de animações, e em emissora de TV, pode criar vinhetas e fazer abertura de programas. Já na publicidade, desenvolve animações para comerciais veiculados por diferentes mídias, inclusive na internet. No setor educacional, faz animações para cursos de educação a distância ou para vídeos de aulas complementares.

O animador atua sempre com o diretor de arte, cenógrafos e iluminadores, entre outros profissionais. Também é possível trabalhar como autônomo. Nesse caso, o bacharel cobra pelo trabalho completo ou pelos segundos ou minutos animados.

Vale ressaltar que as empresas estão buscando, cada vez mais, profissionais com qualificação e até estimulam essa capacitação – o que é uma boa notícia para os bacharéis de Animação.


Como atuar nessa área?

Colorista: escolher as cores que serão usadas para compor personagens, cenários e tudo mais envolvido no projeto, pensando na beleza plástica do conjunto.

Design de personagem: criar personagens a partir de um roteiro ou briefing definindo suas características, seu figurino, seus movimentos e sua voz.

Direção: coordenar a execução da animação, da escolha da técnica ao planejamento da produção. Definir cenários, sonoplastia, dublagem e edição final do material.

Edição: selecionar e organizar as cenas gravadas para dar continuidade ao filme ou desenho animado de forma a criar uma história completa.

Efeitos visuais: criar animações para serem usadas como efeitos visuais em outros projetos audiovisuais, como filmes, ou elaborar efeitos para serem usados nas próprias animações.

Infografista: criar infográficos animados para revistas, jornais, portais e agências online.

Modelagem 3D: criar cenários e personagens, usando programas que moldam figuras em três dimensões.

Produção: planejar e executar ações para a gravação, desde a contratação de profissionais até captação de recursos, realização de orçamento e cronograma.


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